Projetos e Projeções · Vol. 40 · Edição 40 · 30 de abril de 2026
Educação Popular e Corporalidade: Um Ensaio Teórico a Partir do MOVA-SP
Valdilene Aline Nogueira Vilas Boas
Páginas 506–514 (9 páginas) · ISSN 2595-9042
Resumo
Este artigo analisa a corporalidade como dimensão constitutiva da práxis educativa na Educação Popular, tomando como referência a trajetória histórica do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de São Paulo (MOVA-SP). O estudo tem como objetivo compreender de que modo a corporalidade se manifesta nas práticas pedagógicas da Educação Popular e como se relaciona com as experiências sociais, culturais e históricas dos sujeitos envolvidos no processo educativo. A investigação organiza-se como um ensaio teórico de natureza crítico-interpretativa, fundamentado no Materialismo Histórico-Dialético e na Pedagogia Libertadora de Paulo Freire. O percurso metodológico baseia-se na análise documental de marcos históricos do MOVA-SP, especialmente o Decreto nº 28.302/1989, e na revisão crítica da literatura nos campos da Educação Popular, da Educação Física e dos estudos sobre corporalidade. A análise dialoga com as contribuições de Paulo Freire, Miguel Arroyo e bell hooks para compreender o corpo como território de experiência, memória e produção de saberes, superando a tradição educacional que separa corpo e mente no processo de aprendizagem. Os resultados indicam que a corporalidade constitui um tema gerador potente na Educação Popular, pois permite compreender como as experiências corporais expressam as condições materiais de existência, as marcas da exclusão social e as possibilidades de emancipação humana. Conclui-se que as práticas pedagógicas desenvolvidas no âmbito do MOVA-SP revelam a centralidade do corpo na construção…
Palavras-chave
- Educação Popular
- Corporalidade
- Educação de Jovens e Adultos
- MOVA-SP
- Paulo Freire