Projetos e Projeções · Vol. 40 · Edição 40 · 30 de abril de 2026
A Importância dos Contos de Fadas para o Desenvolvimento Emocional de Crianças
Vanessa da Silva Sena Costa
Páginas 515–521 (7 páginas) · ISSN 2595-9042
Resumo
Os contos de fadas representam uma forma literária milenar, com raízes na tradição oral que atravessa gerações, exercendo profunda influência no desenvolvimento psicológico, emocional e moral das crianças. Transmitidos como narrativas lúdicas e fantásticas, esses relatos expandem o horizonte cognitivo infantil, estimulando a criatividade e fornecendo ferramentas simbólicas para processar dilemas existenciais universais — como o medo da perda, o confronto com o mal e a busca pela autonomia. Por meio de estruturas narrativas que transcendem a realidade cotidiana, os contos de fadas enriquecem o repertório emocional e cultural da criança, aprimorando habilidades de cognição, empatia e expressão simbólica. Exemplos clássicos, como "Chapeuzinho Vermelho" (irmãos Grimm) ou "A Bela Adormecida" (Perrault), ilustram como arquétipos de heróis, vilões e transformações mágicas ajudam a elaborar conflitos internos, transformando ansiedades em lições de resiliência. Este artigo traça a evolução histórica do gênero, desde suas origens pré-cristãs em mitos folclóricos europeus e asiáticos — coletados por figuras como Basile e Straparola no século XVII — até as compilações românticas dos Grimm (século XIX) e as releituras modernas de autores como Neil Gaiman. Examina suas características estruturais (segundo Propp: funções narrativas como o "proibido", o "combate" e o "retorno"), mecanismos psicológicos de ação e contribuições para a formação da personalidade infantil. Integrando perspectivas psicanalíticas (Freud e Bettelheim, que veem nos contos catarse para impulsos reprimidos),…
Palavras-chave
- Psicologia infantil
- Contos de fadas
- Educação
- Infância
- Desenvolvimento emocional