Projetos e Projeções · Vol. 46 · Edição 46 · 30 de outubro de 2026
A Cultura Africana, uma Gestão Democrática Baseada em uma Ampla Administração
Aline Gomes da Silva Macarini
Páginas 25–31 (7 páginas) · ISSN 2595-9042
Resumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre o ensino das matrizes africanas nas escolas e sobre a importância de uma gestão democrática, apoiada em uma administração ampla, para abordar temas que ainda geram debates relevantes na atualidade. A cultura africana exerceu forte influência na formação do povo brasileiro e, com a Lei 10.639/03, seu ensino tornou-se obrigatório nas salas de aula. Por isso, é necessária uma abordagem mais aprofundada do tema, a fim de favorecer um processo de ensino-aprendizagem satisfatório, especialmente na alfabetização. Contudo, a falta de conhecimento sobre sua aplicação, associada à ausência de uma atuação administrativa mais efetiva, tem dificultado o alcance dos objetivos previstos pela lei e limitado o avanço do ensino da cultura africana no contexto educacional. Assim, este artigo aborda diferentes aspectos relacionados à história da África, à cultura africana e à gestão democrática fundamentada em uma administração significativa. Trabalhar essa temática nas escolas ainda representa um desafio para os gestores, sobretudo diante da resistência da comunidade e da carência de conhecimentos necessários para garantir um ensino de qualidade. Nesse sentido, a valorização da cultura africana deve ser sustentada por uma prática pedagógica objetiva, crítica e capaz de promover mudanças.
Palavras-chave
- Administração
- Gestão Democrática
- Matrizes Africanas