Projetos e Projeções · Vol. 46 · Edição 46 · 30 de outubro de 2026

Educaçâo Patrimonial um Direito a Ser Explorado

Silene Sardinha Gazola

Páginas 375–383 (9 páginas) · ISSN 2595-9042

Resumo

O presente artigo apresenta monumentos históricos e a legislação a eles relacionada, localizados nas cinco regiões da capital paulista, que são pouco conhecidos pela população. Embora alguns estejam situados em locais de grande visibilidade, seus significados e as personalidades homenageadas passam despercebidos por grande parte da sociedade, especialmente pelos mais jovens. Os currículos da Educação Básica evidenciam a necessidade da educação patrimonial, em consonância com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entretanto, diante das dimensões da capital paulista, muitos desses monumentos permanecem desconhecidos pelos estudantes, sobretudo por aqueles que frequentam escolas situadas nas regiões periféricas da cidade. A dinâmica cotidiana da cidade proporciona diferentes perspectivas e formas de interação com o espaço urbano. No entanto, faz-se necessário um direcionamento pedagógico para que a educação patrimonial seja efetivamente desenvolvida e seus objetivos sejam alcançados. Não basta que um monumento exista; é imprescindível apresentar e aprofundar a discussão acerca desses bens patrimoniais para que deixem de ser meros elementos figurativos da paisagem urbana e passem a ser compreendidos em seus objetivos, significados e fundamentos históricos que justificam sua criação e as homenagens que representam. Somente dessa forma o reconhecimento e o sentimento de pertencimento poderão consolidar-se entre os cidadãos paulistas, sejam eles naturais da cidade, imigrantes internacionais ou migrantes oriundos de outras regiões do país que vivem nessa metrópole de dimensões…

Palavras-chave

  • Educação Patrimonial
  • Monumentos Históricos
  • Legislação
  • Currículo escolar
  • Cidade
  • Cidadania